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Ola Ligia mais uma vez para dar as noticias da Aldeia da Paz. ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ Ola Ligia, ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤
Oi Lígia, como estás?
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¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ Carta Páscoa 2010 - Casa da Criança
¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ Carta de Páscoa 2010 Aldeia da Paz
¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ Carta de Natal 2009 da Irmã Elisa Alexandre
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Mensagem da Madre Provincial de Moçambique Muito Querida Lígia!
¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ Leia aqui a Carta da Irmã Admira às Madrinhas e Padrinhos
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Olá mana Lígia,
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Leia aqui a Carta de Páscoa de Quelimane
¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ Leia aqui a Carta de Natal de Quelimane
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Leia aqui a Saudação de Natal da Ir. Isaura às Madrinhas/Padrinhos
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Carta da Irmã Isaura (Superiora da Casa da Criança)
“Estamos muito felizes pois neste momento temos várias meninas a estudar em anos mais avançados:
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QUEM É A MADRE MARIA CLARA
A Madre Maria Clara nasceu em numa manhã do dia 15 de Junho de 1843, no Palácio da Quinta do Bosque, perto de Lisboa, na Amadora. Quando a Madre Maria Clara nasceu, no dia do seu baptismo (2 de Setembro de 1843), os seus pais deram o nome de Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque. Tem raízes de Santos nos seus antepassados e também de amor a Igreja. Cresceu, certamente, entre briquedos e birras, entre mimos e travessuras, com os seus irmãos. Os seus primeiros anos conheceram o doce ambiente de uma família feliz, que o convívio unido e são entre seus pais e irmãos – Matilde e Carlos nasceram depois – lhe faziam desfrutar o gosto imenso de viver. Muito cedo conheceu a dor e a tristeza. Implacável, a epidemia que grassava em Lisboa, penetra na Quinta do Bosque e arrebata-lhe a ternura do aconchego materno. Prende-se o coração a seu pai. Guiá-la-á no crescer da adolescência e lhe falará do cultivo de bens superiores. Conhecendo-a vibrante e entusiasta, ensinar-lhe-á a reflexão e a prudência, e nela despertará a grandeza dos ideais. Sabendo a sensível e compadecida, abrirá caminhos para a doação, nas visitas aos pobres e na distribuição da esmola. Nova epidemia, mais uma vez, assola o País. Era o ano de 1857. A febre amarela dizima famílias inteiras. O luto e a orfandade invadem palácios e choupanas. Também Nuno Thomaz e outros parentes sucumbem à enfermidade. Agora, sem pai, banhada na amargura e na solidão, Libânia silencia a própria dor. Reveste-se de força, muita força. Tem de ajudar seus irmãos a resistir e a confiar. Com a morte do pai, Libânia entra no pensionato das Filhas de Caridade de S. Vicente de Paulo. A competência destas Mestras hão-de aprimorar a formação de Libânia e suas irmãs. A Maçonaria não perdia o tempo em perseguir as Religiosas e ficando de novo a Libânia sem as suas mestras. Assim, a Emília Carolina sua irmã mais velha, seguiu mais tarde o caminho do matrimónio e a Matilde, a mais nova, professora, em 1877, no Mosteiro da Visitação. Libânia, viva, dinâmica, temperamental, separa-se da irmã, num desfazer doloroso dos mais puros afectos familiares. Aceita o convite dos Marqueses de velada, quase família por amizade. De espírito independente, pede estatuto de emancipação: “para bem reger a sua pessoa e bens”, expressa o pedido. E o Juiz dos órfãos dar-lhe-á deferimento. Desde o dia 23 de Julho de 1862, Libânia goza, plenamente, a mais livre autonomia. Vivendo na casa de Marqueses, é testemunha da ausência de harmonnia entre o casal. Sofre com o sofrimento da Marquesa, sua amiga e confidente. Ouve... interioriza... reza. È a hora de Deus. Libânia confia os seus segredos e projectos a P. Beirão. Tem 26 anos, deixa tudo o que possui. Sabe que outra missão lhe é reservada. Então... despoja-se dos luxuosos vestidos e toma o hábito azul de Capuchinha. Troca o seu nome de lustre, nobilitado por brasões e virtude. Outro mais significativo quer adoptar: Irmã Maria Clara do Menino Jesus. A Irmã Maria Clara de Menino Jesus, acolhe ser escrava de um Senhor de quem se enamora por sua Bondade e Misericórdia, que aponta os caminhos da salvação, passa fazendo o bem e se identifica com todos os necessitados. Deixa-se mover pelos anseios incontidos do seu coração, esse desejo grande de ser luz e sal, conforto e amparo, benefício e esperança... de quanto as a sorte maltratou. A Irmã Maria Clara de Menino Jesus, apresenta-se ao sonho do P. Beirão, fundar uma Congregação. Assim sendo, segue para França com mais três companheiras. Entram no Convento de Nossa Senhora das Sete Dores, das Irmãs Franciscanas de Calais, irão noviciar, aprendendo como se vive a Vida Religiosa. A Irmã Maria Clara de Menino Jesus, sobressai pela observância rigorosa de quanto era prescrito e aconselhado. Provou a sua virtude e maturidade. No dia 1 de Maio de 1871 regressa a Lisboa, já era professa. No dia 3 de Maio de 1871 o P. Beirão lê a carta de Obediência. Declara Superiora e mestra de noviças. No dia 27 de Março de 1876 a Santa Sé lhe concede legitimidade, por decreto de Pio IX, nomeia Superiora Geral da Congregação, daí as Irmãs a consideram como sua Fundadora e a tratá-la pelo carinhoso nome de Mãe. Lutando, embora, com dificuldades enormes, a Mãe Clara não afrouxa. Vai respondendo aos apelos sucessivos para acudir a quem suplica ajuda. E, porque o realizar das Obras de Misericórdia dependerá de todas as forças das suas Irmãs, desdobra-se em zelo e atenção para com elas. A fé, luz e fermento, é o espírito de luta sem abatimento, é a serenidade e a força de resistir, é a notável grandeza moral da Mãe Clara que a farão erguer alto, sinal e modelo de tantas e tantas irmãs. Os anos foram passando e esta Congregação foi crescendo. Assim a Mãe Clara, foi enviando as suas Irmãs para os vário pontos de Portugal, para Índia e Angola. A caridade da Irmã Maria Clara de Menino Jesus, não conhece fronteiras. Nos hospitais, vai ao encontro dos doentes. Semeia palavras de confronto, interessa-se por cada um. A Mãe Clara foi ensinando as suas filhas, à maneira de Francisco, a serem humildes, pobres e a Fazer O Bem Onde Houver O Bem A Fazer. Quando a Mãe dos pobres, como era chamada, via crianças no desprezo e abandonadas, dizia: “Quem me dera poder arranjar uma casa muito grande para poder recolher todas estas criancinhas que vejo ao abandono por estas ruas! Quem me dera poder eu mesma ensiná-las e sustentá-las”.(crónica da CONFHIC) A educação também preocupa esta “Mãe dos pobres”. Organiza classes, estabelece programas, estimula a aprendizagem, incentiva o estudo. Mais tarde, dizia a Mãe Clara: com honestidade, todas as crianças poderão, com facilidade e com dignidade, ganhar a sua vida. Com o crescimento desta Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição e com o coração sensível de todas as filhas da Mãe Clara, chegaram até Moçambique. Estando hoje nos quatros continentes, concretamente em: Portugal, Espanha, Itália, Brasil, Califórnia, México, Índia, Filipinas, Angola, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, África de Sul e Moçambique. Neste ponto do belo País de Moçambique, Zambézia – Gurué, as filhas da Mãe Clara fizeram-se presente tentando responder às necessidades deste povo.
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Revista de Moçambique (Em formato PDF)
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