Ola Ligia mais uma vez para dar as noticias da Aldeia da Paz.
O dia 16 de Junho dia da criança africana fizemos o possível que as crianças passassem bem, com algumas prendas e jogos, danças etc., agora com a agravacao das chuvas há muita cólera aqui em Quelimane. Reze para que não apanhe as nossas crianças, principalmente nas escolas, nos hospitais etc. Estamos a viver com muita dificuldade pois como já sabes dos trabalhadores, das cisternas que as cheias sujaram, alimentação e material escolar para segundo semestre. Daqui a 20 dias vão entrar de ferias de 15 dias, espero com muita confiança as mensalidades pois vem as irmãs no dia 22 de Julho que estava na formação ai em Portugal. Outro problema é do carro que já tem problema de muitas pecas, principalmente as molas, as estradas estão péssimas, não tem por onde escolher, e em segundo são os buracos grandes e cheios de agua. Desculpe por tantos pedidos mas quem vive no terreno sabe pedir sem ter vergonha.
Envio em anexo algumas fotografias daqui do nosso bairro que bem conheces, com as cheias.
Um grande abraço de todas as crianças e todas as irmãs da Aldeia da Paz.
Irmã Elisa Alexandre

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Ola Ligia,
Só para dizer dia 1 de junho, dia internacional da criança e dia 16 de junho, dia da criança Africana foram grandes festas (fotos na Galeria de fotos da Aldeia da Paz para as madrinhas e padrinhos verem), apesar das grandes dificuldades que estamos a passar. São as nossas crianças e como sabes damos-lhe o melhor que temos nestes dias muito especiais para elas. Muito obrigada a todos que permitiram estas festas serem possiveis e deixar as nossas meninas tão felizes que nem dá para explicar por palavras!
Agora o Senhor nos deu muita chuva desde o dia 16 a 18, cheias no nosso bairro e na cidade, muita agua nas estradas, o nosso carro como é baixo não saía ate agora e todas as meninas principalmente as pequeninas perderam as aulas, porque não podiam sair para fora, por causa de muita água aqui na Aldeia da Paz. Mando algumas fotografias só tiradas hoje, assim ainda parece que vai chover reza por nos para que não aconteça o pior, porque muitas crianças por causa da humidade estão constipadas e gripadas. Agora grande preocupação das cisternas da agua potável porque entraram águas sujas, pedimos alguns homens para limpar e tirar toda a agua, as fossas e os drenos porque está a causar mau cheiro nos dormitórios das crianças e é agua perigosa de beber. Por hoje é tudo. Estamos muito agradecidas a todos os que nos ajudam.
Um grande abraço de todas as meninas e as Irmãs da Aldeia da Paz.
Irmã Elisa Alexandre

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Oi Lígia, como estás?
Desculpa, não te respondi no fim de semana...
Hoje a minha afilhada Hermínia faz anos :)
Olha, quando escolhi a Camila, fiquei literalmente encantada com a menina... depois com a confusão que houve, da avó a levar pa longe, e pensei que com a ajuda da venda de algumas coisas no blog, que conseguiria manter duas crianças. Fiquei sempre com a Camila na cabeça e como te tinha dito, se ela entretanto regressasse, que a acompanharia.
Verdade seja dita que pensei que demorasse um pouco e que nessa altura já estivesse a ganhar mais uns trocos. Mas foi mais rápido que pensava! :) fico muito contente por saber que ela está bem novamente com as Irmãs e por isso, tal como tinha decidido de início, quero ajudá-la no que puder.
É óbvio que ninguém sabe o amanhã... e fiquei muito triste por saber que algumas meninas ficaram sem padrinhos. A única coisa que posso dizer, é que me comprometo a dar o que me for possível a estas princesas. Não tenho muito, mas farei um esforço para conseguir enviar esse dinheiro, porque se pensarmos bem, não é assim tanto... e faz a diferença na vida delas... sacrifícios todos temos que fazer e acredito que este vale mesmo a pena...
 Se por algum azar da vida não conseguir suportar esta despesa, pelo menos sei que enquanto pude, ajudei... e se deixar de conseguir dar esse dinheiro, prometo que nunca as deixarei, mesmo que tenham outros padrinhos, se não se importarem, materei o contacto com elas. é porque o que acho assustador para as meninas que ficam sem padrinhos, não é a falta de presentes, mas sim o medo de ficarem novamente sem aquela família que de uma certa forma, foi delas... posso estar enganada, mas penso que é aí que reside a aflição...
Amor para dar, eu tenho, com todo o coração, dinheiro para ajudar, também espero ter sempre.
 Beijinho e obrigada!
 Ana Pranto Quintela

 

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Carta Páscoa Instituto 2010

 

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Carta Páscoa 2010 - Casa da Criança

 

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Carta de Páscoa 2010 Aldeia da Paz

 

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Carta de Natal 2009 da Irmã Elisa Alexandre

 

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Mensagem da Madre Provincial de Moçambique

Muito Querida Lígia!
Espero que esteja tudo bem contigo a todos os níveis.
Recebi a tua mensagem e agradeço. Agradeço principalmente a partilha que fizeste do volume de ajudas que temos recebido, desde o ano passado 2008 a té ao presente. Eu não fazia a mínima ideia. Muitas graças temos de dar a Deus por tanta generosidade vossa e dos padrinhos. Por isso, aumenta em nós a responsabilidade de vos sermos muito gratas e de sermos coerentes na administração e encaminhamento das ajudas às crianças desfavorecidas que são as destinatárias das ajudas e da nossa missão de bem fazer, como Franciscanas Hospitaleiras. Que Deus vos recompense por tanta generosidade para connosco. Termino fazendo votos de um Advento cheio de Esperança e Confiança.
Um beijinho
Ir. Ana Cecília

 

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Leia aqui a Carta da Irmã Admira às Madrinhas e Padrinhos

 

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Olá mana Lígia,
Quero mais uma vez dar-te noticias da Aldeia da Paz: as festas do dia 1 e dia 16, dia da criança africana correram muito bem, graças a Deus.
As crianças brincaram alegres e jogaram muitos jogos e brincadeiras.
Andamos sempre com o problema de computador e correio electrónico, muitos dizem que já esta ultrapassado por ser velho, precisa de novo computador, mas agora com as despesas da Aidinha na Universidade não e fácil comprar um novo computador.
Dia 20 a 27 estarei fora de Quelimane só posso responder quando regressar, temos visita da Superior Provincial Irmã Olinda.
Muitos beijinhos e saudades.
Irmã Elisa Alexandre

 

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Leia aqui a Carta de Páscoa de Quelimane

 

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Leia aqui a Carta de Natal de Quelimane

 

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Leia aqui a Saudação de Natal da Ir. Isaura às Madrinhas/Padrinhos

 

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Carta da Irmã Isaura (Superiora da Casa da Criança)

 

“Estamos muito felizes pois neste momento temos várias meninas a estudar em anos mais avançados:


8 na universidade
16 no curso de professorado que tem a previsão de terminar no fim de 2009
10 vão entrar neste mesmo curso este ano que também vai terminar no ano 2009
10 a fazer o curso médio de contabilidade.


Esses são os frutos da sementeira e do trabalho que nós e os padrinhos e madrinhas temos vindo a fazer pelo bem das nossas meninas”.
Irmã Isaura (25 Agosto de 2008)

 

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QUEM É A MADRE MARIA CLARA

  

A Madre Maria Clara nasceu em numa manhã do dia 15 de Junho de 1843, no Palácio da Quinta do Bosque, perto de Lisboa, na Amadora.

Quando a Madre Maria Clara nasceu, no dia do seu baptismo (2 de Setembro de 1843), os seus pais deram o nome de Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque.

Tem raízes de Santos nos seus antepassados e também de amor a Igreja.

Cresceu, certamente, entre briquedos e birras, entre mimos e travessuras, com os seus irmãos. Os seus primeiros anos conheceram o doce ambiente de uma família feliz, que o convívio unido e são entre seus pais e irmãos – Matilde e Carlos nasceram depois – lhe faziam desfrutar o gosto imenso de viver.

Muito cedo conheceu a dor e a tristeza. Implacável, a epidemia que grassava em Lisboa, penetra na Quinta do Bosque e arrebata-lhe a ternura do aconchego materno.

Prende-se o coração a seu pai. Guiá-la-á no crescer da adolescência e lhe falará do cultivo de bens superiores.

Conhecendo-a vibrante e entusiasta, ensinar-lhe-á a reflexão e a prudência, e nela despertará a grandeza dos ideais.

Sabendo a sensível e compadecida, abrirá caminhos para a doação, nas visitas aos pobres e na distribuição da esmola.

Nova epidemia, mais uma vez, assola o País. Era o ano de 1857. A febre amarela dizima famílias inteiras. O luto e a orfandade invadem palácios e choupanas. Também Nuno Thomaz e outros parentes sucumbem à enfermidade.

Agora, sem pai, banhada na amargura e na solidão, Libânia silencia a própria dor. Reveste-se de força, muita força. Tem de  ajudar seus irmãos a resistir e a confiar.

Com a morte do pai, Libânia entra no pensionato das Filhas de Caridade de S. Vicente de Paulo. A competência destas Mestras hão-de aprimorar a formação de Libânia e suas irmãs.

A Maçonaria não perdia o tempo em perseguir as Religiosas e ficando de novo a Libânia sem as suas mestras. Assim, a Emília Carolina sua irmã mais velha, seguiu mais tarde o caminho do matrimónio e a Matilde, a mais nova, professora, em 1877, no Mosteiro da Visitação.

Libânia, viva, dinâmica, temperamental, separa-se da irmã, num desfazer doloroso dos mais puros afectos familiares.

Aceita o convite dos Marqueses de velada, quase família por amizade. De espírito independente, pede estatuto de emancipação: “para bem reger a sua pessoa e bens”, expressa o pedido. E o Juiz dos órfãos dar-lhe-á deferimento.

Desde o dia 23 de Julho de 1862, Libânia goza, plenamente, a mais livre autonomia. Vivendo na casa de Marqueses, é testemunha da ausência de harmonnia entre o casal. Sofre com o sofrimento da Marquesa, sua amiga e confidente. Ouve...  interioriza... reza.

È a hora de Deus. Libânia confia os seus segredos e projectos a P. Beirão.

Tem 26 anos, deixa tudo o que possui. Sabe que outra missão lhe é reservada. Então... despoja-se dos luxuosos vestidos e toma o hábito azul de Capuchinha. Troca o seu nome de lustre, nobilitado por brasões e virtude. Outro mais significativo quer adoptar: Irmã Maria Clara do Menino Jesus.

A Irmã Maria Clara de Menino Jesus, acolhe ser escrava de um Senhor de quem se enamora por sua Bondade e Misericórdia, que aponta os caminhos da salvação, passa fazendo o bem e se identifica com todos os necessitados. Deixa-se mover pelos anseios incontidos do seu coração, esse desejo grande de ser luz e sal, conforto e amparo, benefício e esperança... de quanto as a sorte maltratou.

A Irmã Maria Clara de Menino Jesus, apresenta-se ao sonho do P. Beirão, fundar uma Congregação. Assim sendo, segue para França com mais três companheiras. Entram no Convento de Nossa Senhora das Sete Dores, das Irmãs Franciscanas de Calais, irão noviciar, aprendendo como se vive a Vida Religiosa.

A Irmã Maria Clara de Menino Jesus, sobressai pela observância rigorosa de quanto era prescrito e aconselhado. Provou a sua virtude e maturidade.

No dia 1 de Maio de 1871 regressa a Lisboa, já era professa.

No dia 3 de Maio de 1871 o P. Beirão lê a carta de Obediência. Declara  Superiora e mestra  de noviças.

No dia 27 de Março de 1876 a Santa Sé lhe concede legitimidade, por decreto de Pio IX, nomeia Superiora Geral da Congregação, daí as Irmãs a consideram como sua Fundadora e a tratá-la pelo carinhoso nome de Mãe.

Lutando, embora, com dificuldades enormes, a Mãe Clara não afrouxa. Vai respondendo aos apelos sucessivos para acudir a quem suplica ajuda. E, porque o realizar das Obras de Misericórdia dependerá de todas as forças das suas Irmãs, desdobra-se em zelo e atenção para com elas.

A fé, luz e fermento, é o espírito de luta sem abatimento, é a serenidade e a força de resistir, é a notável grandeza moral da Mãe Clara que a farão erguer alto, sinal e modelo de tantas e tantas irmãs.

Os anos foram passando e esta Congregação foi crescendo. Assim  a Mãe Clara, foi enviando as suas Irmãs para os vário pontos de Portugal, para Índia e Angola.

A caridade da Irmã Maria Clara de Menino Jesus, não conhece fronteiras. Nos hospitais, vai ao encontro dos doentes. Semeia palavras de confronto, interessa-se por cada um. A Mãe Clara foi ensinando as suas filhas, à maneira de Francisco, a serem humildes,  pobres e a Fazer O Bem Onde Houver O Bem A Fazer.

Quando a Mãe dos pobres, como era chamada, via crianças no desprezo e abandonadas, dizia: “Quem me dera poder arranjar uma casa muito grande para poder recolher todas estas criancinhas que vejo ao abandono por estas ruas! Quem me dera poder eu mesma ensiná-las e sustentá-las”.(crónica da CONFHIC)

A educação também preocupa esta “Mãe dos pobres”. Organiza classes, estabelece programas, estimula a aprendizagem, incentiva o estudo. Mais tarde, dizia a Mãe Clara: com honestidade, todas as crianças poderão, com facilidade e  com dignidade, ganhar a sua vida.

Com o crescimento desta Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição e com o coração sensível de todas as filhas da Mãe Clara, chegaram até Moçambique. Estando hoje nos quatros continentes, concretamente em: Portugal, Espanha, Itália, Brasil, Califórnia, México, Índia, Filipinas, Angola, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, África de Sul e Moçambique.

Neste ponto do belo País de Moçambique, Zambézia – Gurué, as filhas da Mãe Clara fizeram-se presente tentando responder às necessidades deste povo.

 

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Revista de Moçambique (Em formato PDF)

 

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